Mariela Lopez Ayala

Mariela Lopez Ayala

A memória, aquela pela qual Freud se alega em termos de inscrições, de marcas que se sobrepõem e reorganizam a cada nova nota de lousa mágica, essa memória ancestral sabemos opera com palavras. Borges bem como sabia. E dá-nos uma bela lição sobre o conto o Imortal, em que lemos sobre isso os efeitos mortíferos do sinal no homem.

No mesmo tece com maestria a trama que entrelaça os fios de forma simbólico, com a introdução do corte e da finitude. Não é a primeira nem a última vez que Borges vai declarar-se à memória, volta a ela sem se cansar, iluminándola cada vez com uma nova e radiante luz.

É sobre a dominância da dimensão simbólica do homem, da tirania da memória, que a psicanálise justifica o nascimento do sujeito. Surgimento que, de não adicionar esta falha no real, nada justificaria. Este sujeito vem a situar-se no ambiente do centro vago daquela memorização primeira, que se desenvolve em nós, sem que o saibamos e que é o discurso inconsciente. Como dissemos, no sexto volume dos seis livros da Ilíada se encontra o manuscrito que nos transcrita.

nele Marco Flamínio Rufo, oficial de uma legião romana, conta em primeira pessoa os seus trabalhos em pesquisa da Cidade dos Imortais. A julgar pelos dados históricos mencionados, o personagem empreende a procura no século III após cristo.

O relato parte de lá. Encontrando-se o nosso protagonista em Tebas, um viajante revela, antes de morrer, a vida de um rio cujas águas dão a imortalidade ao homem e em cuja margem se encontra a Cidade dos Imortais.

Sentindo-se decepcionado com os resultados de sua participação na briga, está definido a achar ambos, rio e cidade. Depois de perder no caminho a cada um dos homens que o acompanharam pela corporação, chega em casa só e incurável aos pés a cidade mais procurada.

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Tem vagado perdido e ferido por uma flecha no deserto, livrado ao andar contingente de seu cavalo. Acorda de um pesadelo numa montanha pela qual habita a “estirpe bestial” dos trogloditas. Encontra-Se em um nicho de pedra, que Borges juntar a uma sepultura. Morto pela sede, depois de errar pelo deserto, não hesita em atirar-se para a montanha, pra consumir de um riacho abaixo.

em Frente à moeda da famosa cidade. Fica retido um tempo na aldeia com os trogloditas. Estes são alguns homens esbranquiçados, que devoram serpentes e não falam. Não dormem. Seu corpo humano só basta com poucas horas de sono, um pouco de água e comida por mês. Ao cabo de um tempo ele opta partir para a Cidade.

Alguns trogloditas permanecem durante um trecho do caminho, até continuar na companhia de somente um deles. Juntos, chegam às portas da Cidade Dos Imortais. Entra sozinho. A Cidade oculta é um ideal caos, não tem o mais mínimo ordem: escadas, portas, labirintos, passagens, balaustradas, colunas, frontões de diferentes estilos se sobrepõem e convivem sem manifestar nenhuma finalidade ou utilidade. Mescolanza caótica na qual é inadmissível localizar a mais mínima desculpa, o pequeno traço de regularidade ou constância.

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